Categoria: Shows

Paris, France – Closing Night

Azymuth: crônica de uma Guanabara elétrica

Azymuth Alex & Mamão
Foto: Valéria Coelho, agradecimentos a Mariana Bergel

Em 2005, fui curador de uma série chamada 3 Trios 1000 Sons no CCBB/ SP. A “tese” por trás dessa escalação é que Zimbo Trio, Trio Mocotó e Azymuth se relacionaram, desde os anos 60, com praticamente tudo de legal que aconteceu com a música nacional. Desde que o Zimbo acompanhava Elis e Jair Rodrigues n’O Fino da Bossa, passando pela parceria do Mocotó com Jorge Ben, até…

Bom, até hoje, a se levar em conta o show do Azymuth no Sesc Belenzinho, em São Paulo, na última sexta feira. Os três trios também representam estágios de interação entre a música brasileira e a internacional. O Zimbo foi uma refinada leitura das correlações entre samba, jazz e bossa (depois partindo para uma leitura jazzy da MPB). O Mocotó, percussivo até no violão, participou da invenção de um legítimo e orgânico popismo nacional, o do samba-rock; e fez uma síntese memorável entre o tropicalismo e a pilantragem em sua gravação do “Coqueiro Verde” de Erasmo, com a benção do Pasquim (que lançou o compacto).

Já o Azymuth é uma resposta (totalmente) brasileira à eletrificação do jazz, puxada por Miles Davis. Na verdade, o Azymuth tem uma relação mais direta com a escola de um dos comparsas de Miles, a do tecladista Herbie Hancock. Segundo Miles, seu jovem pianista era tão ligado em tecnologia que colocava um gravador portátil (quando isso era uma novidade) embaixo do piano, para gravar as apresentações na década de 1960. Provocado por Miles a passar aos sintetizadores, Hancock não se fez de rogado, e amontoou teclados como se fosse um Rick Wakeman negro.

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