Baterista legendário da MPB, Mamão comemora 55 anos de carreira com show ‘all star’

Azymuth Mamão
Mamão, baterista do Azymuth, com Marcos Valle, Celso Fonseca e Alex Malheiros – Monica Imbuzeiro / Agência O Globo

No começo dos anos 1960, um adolescente com visual de fã do iê-iê-iê frequentava o Beco das Garrafas, fissurado para ver e aprender com bateristas como Edison Machado e Dom Um Romão — e, se possível, dar suas escovadas no couro, nas canjas em boates como a Drink.

O baterista do Azymuth e de uma infinidade de discos clássicos brasileiros — de Roberto Carlos a Milton Nascimento e Paulinho da Viola, passando por Chico Buarque, Jorge Ben Jor, Elis Regina, Clara Nunes, Gal Costa, Rita Lee e Raul Seixas — nunca fez distinção entre música nacional e ritmos estrangeiros. Talvez por isso tenha feito escola na fusão de funk com samba, o que o levou a ser cultuado por DJs nos EUA — lançou, em 2008, álbum em parceria com o americano Madlib — e na Inglaterra (o selo Far Out soltou em dezembro remixes antecipando um álbum solo prometido para o segundo semestre).

Mamão (apelido desde os tempos de escola, por ter destruído um mamoeiro) está comemorando 55 anos de carreira em momento delicado. Com artrose causando dores terríveis, ele ficou na fila da cirurgia para colocação de prótese na cabeça do fêmur esquerdo, mas foi vítima da crise na saúde do estado do Rio de Janeiro. O procedimento foi adiado sine die, e os amigos se mobilizaram para ajudá-lo a pagar pela intervenção, a partir de crowdfunding e de um show beneficente que acontece nesta segunda-feira, às 20h, na Sala Baden Powell, em Copacabana.

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